4 - Superando a pobreza rural
As experiências apresentadas nesta edição demonstram como a perspectiva agroecológica pode propiciar condições para o empoderamento das famílias rurais mais pobres ao fomentar dinâmicas de inovação agrícola e sócio-organizativa orientadas para a construção de crescentes graus de autonomia técnica, econômica e cultural com base na utilização inteligente dos recursos locais e na revitalização dos mecanismos de reciprocidade típicos em comunidades camponesas.
Table of contents:
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2 - 2written by Paulo PetersenO Brasil concentra no meio rural o maior número de pobres e segue ostentando um dos piores índices de desigualdade social do mundo.
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4 - 7written by Jorge Osvaldo Romano
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8 - 12written by Eugenio A. Ferrari , Ana Paula Teixeira de CamposA experiência apresentada neste artigo foi denominada, pelos próprios agricultores do município de Araponga-MG, de conquista de terras em conjunto. Trata-se de uma alternativa de acesso à terra por parte dos que não tinham nenhuma perspectiva de permanecer no campo, distinta das formas de luta dos movimentos sociais de reforma agrária hoje existentes no país. Essa experiência traz lições, aprendizados e exemplos de superação da pobreza rural, dos problemas individuais, mas também coletivos. As associações de crédito participativo e as organizações associativas desenvolvidas pelos próprios agricultores ampliam as alternativas de ação e proporcionam novas modalidades de acesso e mobilização de recursos materiais e imateriais. Assim, os agricultores familiares de Araponga não estão apenas comprando terra, mas também adquirindo autonomia, que se manifesta em todas as esferas da vida: no manejo da lavoura, na diversificação da produção, no uso de práticas agroecológicas dentro da propriedade, na frequência dos filhos à escola, na participação em movimentos sociais, nas reuniões do sindicato, na realização de cursos, na construção da casa própria e na qualidade dos alimentos produzidos e consumidos pela família.
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13 - 17Partindo das experiências de agricultores familiares do Nordeste e Noroeste de Minas Gerais com pequenos projetos associativos, o artigo analisa e busca compreender a amplitude dos resultados, mostrando que, ainda que sejam importantes os produtos materiais, muitas vezes os excelentes resultados não-materiais são desconsiderados.
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18 - 22written by Paulo Petersen , Luciano Marçal da Silveira , Adriana Galvão Freire , Sílvio Gomes de AlmeidaO artigo apresenta as principais conclusões de um estudo realizado em três comunidades situadas no Agreste da Paraíba, para avaliar como as ações do Programa Local da AS-PTA e das organizações parceiras inserem as famílias mais empobrecidas nas dinâmicas de inovação agroecológica. O estudo tinha por objetivo avaliar a questão e dar pistas para o aprimoramento estratégico do programa.
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23 - 28A partir da trajetória do assentamento Moacir Lucena, Apodi-RN, o texto revela a forma de atuar do Projeto Dom Helder Camara na região semiárida nordestina para o enfrentamento da pobreza rural. Identificam algumas lições e elementos para a elaboração de políticas que tenham uma real contribuição para a superação da pobreza rural, pautados na perspectiva agroecológica.
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29 - 33written by Igor S.H. de CarvalhoA partir da rica experiência dos agricultores do Norte de Minas, o autor demonstra que a valorização das riquezas de ecossistemas e culturas locais é uma importante estratégia de desenvolvimento regional. São essas riquezas que permitiram a população local viver com segurança alimentar, qualidade ambiental e agora, com geração de renda.
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34 - 37written by Célia Santos FirmoNum quadro de extrema concentração de pobreza no semiárido bahiano, a autora ressalta que a exclusão social se manifesta de forma diferenciada quando é enfocada a partir de uma perspectiva de gênero. Assim, os movimentos sociais têm atuado para criar e implementar outra possibilidade de inclusão das mulheres para que se insiram como agentes protagonistas do desenvolvimento rural. Descreve sobre a iniciativa dos fundos solidários como um exemplo alternativo de organização de empreendimentos solidários que impulsionam a construção da autonomia política e econômica das mulheres rurais.
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38 - 40No Mali, ainda que todos os agricultores se deparem com várias dificuldades, as mulheres enfrentam barreiras e privações adicionais. A sociedade é preconceituosa e é difícil as mulheres terem o mesmo status social e econômico dos homens. Assim, há 10 anos, um grupo de mulheres decidiu mudar a história formando uma organização de produtoras de arroz para aumentar a produção e a renda. Os resultados foram muito além dos aspectos positivos. O projeto as ajudou a construir capacidade de análise do bem-estar e a coesão comunitária permitiu com que as famílias se ajudassem mutuamente com alimentos, trabalho e a inclusão social.
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