Brazil
Agriculturas
Agriculturas: Experiences in Agroecology is the quarterly publication by AS-PTA (Advisory Services for Alternative Agriculture Projects) in Brazil. The Portuguese language magazine aims to spread social processes of agro-ecological innovation. It aims to be a source of lessons and inspirations to encourage the blossoming and strengthening of similar autonomous initiatives. The articles come directly from people involved in the field, and at least half of them refer to experiences concerning Brazil. AS-PTA hopes to contribute to the intensification of knowledge sharing and collaboration between individuals and institutions committed to the development of fair, sustainable agricultural practices.
Language of the magazine: Portuguese
Latest issues
Revertendo a desertificação: paisagens revitalizadas pelas comunidades
Reversing desertification: Revitalised landscapes for communities - This issue of Agriculturas illustrates different alternative techniques used to reconcile environmental conservation and economic production.
Semeando Agroecologia nas cidades
Sowing agroecology in the cities: This issue of Agriculturas not only points out the difficulties that urban farmers face by their lack of recognition and support from the state, but also analyses the richness and diversity of urban and peri-urban agriculture.
Agroecologia Política na Rio+20
This special issue of Agriculturas provides an overview of the importance of small-scale farming and of an agro-ecological approach to agriculture, looking in detail at four key areas: food security, poverty alleviation, energy and climate change.
Acesso à terra e direitos territoriais
The articles in this issue of Agriculturas will show some of the ways in which family farmers' organisations, landless farmers, indigenous people and others resist processes of land grabs.
Relocalizando os sistemas agroalimentares
The experiences in this issue of Revista Agriculturas (Relocating the agri-food systems) are part of a ‘third path’ in family farming, taken by local organisations in response to the globalisation of agriculture.
As árvores na agricultura
To ensure that the population is fed in the face of climate change and environmental transformations family farming must become less vulnerable. This issue explores what role trees and native forests in Brazilian agriculture can play in this regard.
Juventude na construção da agricultura do futuro
This issue of Revista Agriculturas is dedicated to rural youth. To understand the current experiences of youth and their future prospects, it is necessary to take into account the social structure surrounding them.
Learning about agroecology - Ensino da Agroecologia
This edition presents some learning and teaching experiences, on Agroecology, in the sphere of academic and technical education.
Financiamento da transição agroecológica
Os artigos desta edição apresentam variados mecanismos de financiamento da agricultura familiar inspiradores de mudanças na lógica dos sistemas convencionais de financiamento.
Construção de territórios camponeses
Ao propor o tema da Construção de Territórios Camponeses, esta edição procura enfocar processos sociais que adotam o território como unidade geográfica para o planejamento da transição agroecológica e vêm irradiando seus acúmulos e resultados para além da escala das unidades familiares individuais ou das redes de agricultores que se identificam como ecologistas (ou orgânicos).
Mulheres construindo a agroecologia
As expressões de injustiça entre homens e mulheres estão presentes no conjunto da sociedade, mas assumem cores próprias quando analisadas à luz da realidade da agricultura familiar. A construção de um entendimento sobre os processos peculiares de reprodução das desigualdades nesse universo sociocultural apresenta-se como um desafio para organizações e movimentos que atuam na defesa de transformações radicais na ordem social injusta que penaliza a agricultura camponesa, como um todo, e as agricultoras, em especial.
Especial - Agricultura Familiar Camponesa na construção do futuro
Os textos reunidos nesta edição convergem com a ideia de que a agricultura familiar camponesa será um elemento essencial em um futuro possível. Sua luta cotidiana pela sobrevivência é aqui encarada como a luta pela sobrevivência desse futuro. Em vez de desaparecer diante das conjunturas cada vez mais asfixiantes, como proclamam muitos teóricos e políticos, o campesinato se redefine como um ator contemporâneo portador da liga entre o passado e o futuro da humanidade.
3 - A diversidade do Trabalho na agricultura familiar
Ao contrário da lógica empresarial do agronegócio que destrói valores de convivência social e não compartilha as riquezas socialmente geradas, as iniciativas autônomas e criativas da agricultura familiar deveriam ser encaradas como as efetivas alavancas do desenvolvimento rural. Felizmente, um crescente grupo de pesquisadores no Brasil e no mundo vem reinterpretando a pluriatividade como uma resposta da agricultura familiar para permanecer como tal em benefício dela própria e do conjunto da sociedade e não como uma estratégia transitória para o abandono do campo. Leia nesta edição da Revista Agriculturas alguns exemplos dessa nova realidade.
Integração cultivos - criações
Ao promover a desconexão entre a agricultura e a natureza, as orientações técnicas da Revolução Verde atuam no sentido de interromper uma longa evolução histórica arcada pela busca de eficiência produtiva e de sustentabilidade ambiental pela via da diversificação e da integração de atividades nos agroecossistemas.
Respostas às mudanças climáticas
A magnitude do caos climático que já vem se anunciando permite afirmar que estamos diante de uma encruzilhada histórica. A atitude mais ingênua diante desse cenário é a de imaginar que as soluções serão encontradas por meio do progresso tecnológico sem que os padrões de produção e consumo em nossas sociedades sejam profundamente alterados. Problemas dessa ordem cobram mudanças nos paradigmas que orientam o desenvolvimento da civilização. Os artigos publicados nesta edição apontam um princípio fundamental para a reorientação dos sistemas agroalimentares no contexto das mudanças climáticas: a relocalização da produção, do comércio e do consumo dos alimentos.
4 - Superando a pobreza rural
As experiências apresentadas nesta edição demonstram como a perspectiva agroecológica pode propiciar condições para o empoderamento das famílias rurais mais pobres ao fomentar dinâmicas de inovação agrícola e sócio-organizativa orientadas para a construção de crescentes graus de autonomia técnica, econômica e cultural com base na utilização inteligente dos recursos locais e na revitalização dos mecanismos de reciprocidade típicos em comunidades camponesas.
3 - Manejo sadio dos solos
Essa edição da revista Agriculturas ressalta o fato de que os solos funcionam como organismos vivos e que os métodos de manejo agrícola devem ser orientados para promover a saúde dos mesmos. Ao realizar a interface entre a litosfera e a biosfera, os solos são o ambiente onde processos biogeoquímicos transformam água, nutrientes e radiação solar em vida. Essa forma de conceber os solos e suas funções ecológicas difere frontalmente do enfoque da agricultura industrial que assume o solo como mero suporte físico para o desenvolvimento das plantas cultivadas.
Eqüidade e soberania nos mercados
Esta edição da Revista Agriculturas apresenta iniciativas concretas que situam a ampliação e a multiplicação de mercados para a produção agroecológica no contexto da luta pela soberania e segurança alimentar e nutricional.
1 - Manejo ecológico de organismos espontâneos
A Agroecologia orienta-se para desenvolver agroecossistemas mais maduros, estrutural e funcionalmente análogos aos ecossistemas naturais. Esse enfoque encara os organismos espontâneos nos sistemas agrícolas como elementos constituintes que estabelecem interações ecológicas positivas com os cultivos e as criações. É exatamente esse o ângulo de abordagem dos artigos que compõem esta edição da Revista Agriculturas: experiências em agroecologia. Ao salientarem o fato de que a dinâmica das populações das chamadas pragas e doenças depende fundamentalmente da biodiversidade manejada no agroecossistema, os artigos deixam evidente a importância de se substituir o objetivo de eliminar os organismos espontâneos pelo de prevenir a explosão populacional dos mesmos.
4- Saúde pela natureza
As experiências divulgadas nesta edição apontam alguns dos muitos caminhos que podem ser tomados para que a promoção de agriculturas de base ecológica incida positivamente sobre a saúde pública. Além de criarem meios de vida mais saudáveis, enfatizando a importância crucial das abordagens focadas na promoção da saúde, as experiências mostram como as doenças mais corriqueiras da população podem ser tratadas com o emprego de elementos e derivados da natureza, sobretudo as plantas medicinais, que podem ser facilmente produzidos e/ou acessados nas áreas rurais e urbanas a partir da revalorização e aprimoramento de práticas populares nesse campo.
3 - Sementes da biodiversidade
Os artigos desta edição apresentam variadas estratégias adotadas por grupos e organizações da agricultura familiar para o resgate e a multiplicação das sementes da biodiversidade. Entre outros aspectos ressaltados nas experiências, chamamos a atenção para o fato de que elas vêm sendo construídas no contexto de crescente reação da agricultura camponesa às formas de subordinação econômica e cultural impostas pelo agronegócio. É nesse sentido que a disseminação de iniciativas como as aqui apresentadas emerge no cenário atual como uma das principais estratégias para fazer contraposição ao mais recente e ameaçador método de dominação: as sementes transgênicas.
Organizações locais na promoção do desenvolvimento
Ao assumirem o protagonismo na promoção do desenvolvimento local, agricultores e agricultoras promotores da Agroecologia têm encontrado caminhos para revitalizar e afirmar suas próprias organizações sociais. Como fruto de processos de invenção cultural, essas organizações vêm sendo atualizadas e renovadas como uma necessidade para o avanço das dinâmicas sociais de inovação agroecológica. As novas soluções técnicas desenvolvidas localmente para a gestão do meio natural cobram soluções organizativas compatíveis.
Pesquisa em Agroecologia: diálogo de saberes no desenvolvimento local
Metodologias participativas de pesquisa vêm sendo desenvolvidas a partir de interações entre instituições acadêmico-científicas e grupos e organizações de agricultores, interações essas em geral mediadas por ONGs ou órgãos oficiais de extensão rural. Nem sempre tem sido uma condição de fácil alcance assegurar o protagonismo dos agricultores nessas relações, de forma a permitir o efetivo diálogo de saberes e o equilíbrio das relações de poder entre agricultores e pesquisadores durante o processo investigativo.
Caminhos da transição agroecológica
Os artigos publicados nesta edição de Agriculturas deixam evidentes as características "de fundo" dos processos de transição agroecológica, chamando a atenção para o conjunto de condições necessárias para que as inovações técnicas e organizativas implementadas sejam efetivas promotoras de mudanças estruturais em benefício das famílias agricultoras, em particular, e da sociedade, no geral.
2 - Sistematização: conhecimento que vem das práticas
Grande criatividade metodológica vem sendo observada ao redor do mundo na condução das sistematizações de iniciativas agroecológicas. Uma pequena mostra desse universo é o que apresenta este número da Revista Agriculturas. Ao focar esse tema, a revista volta a ressaltar o papel que os ensinamentos obtidos por meio da sistematização de práticas inovadoras têm exercido no avanço de processos de transição agroecológica. Por isso, ao convidá-los à leitura dos artigos aqui publicados, queremos também estimular que suas próprias experiências sejam sistematizadas e divulgadas (inclusive nas próximas edições da revista).
Revalorizando a agrobiodiversidade
As experiências de manejo e conservação da agrobiodiversidade apresentadas neste número de Agriculturas apontam para alguns caminhos. Em vez de lançarem mão de mecanismos cada vez mais artificiais e geradores de riscos incomensuráveis, elas demonstram que graves questões como a pobreza rural, a fome e a desnutrição podem ser solucionadas com o uso inteligente dos recursos genéticos domesticados.
Segurança alimentar: a agricultura familiar aponta o caminho
Os impactos da adoção da agroecologia na segurança alimentar não devem ser vistos como automáticos, pois apesar de aumentar e diversificar a produção agrícola, alimentar ou não, a agroecologia não garante que os produtos sejam bem remunerados, por exemplo, que os agricultores sejam capazes de conservar bem a sua produção para consumo próprio.

